Com o fim da Copa do Mundo masculina, o futuro do blokecore e do brazilcore passa por transformação, a Copa feminina no Brasil deve ampliar consumo, estéticas e protagonismo
A Copa do Mundo costuma funcionar como catalisador de tendências, especialmente quando a camisa de futebol sai do estádio e entra no guarda roupa urbano, essa dinâmica acelerou o blokecore e o brazilcore nos últimos anos.
Com o apito final do torneio masculino, o ciclo não necessariamente termina, ele muda de eixo, apontando para novas leituras de moda, consumo e identidade, com atenção especial à participação feminina.
As observações sobre essa transição foram registradas em reportagens recentes, conforme informação divulgada pelo Emais.
Blokecore e brazilcore fora do estádio, evolução e contexto histórico
O blokecore nasceu de uma estética ligada ao torcedor comum, com camisas largas, jeans retos e tênis clássicos, e vinha se descolando do contexto estritamente esportivo para ganhar leitura de moda.
O brazilcore transformou a camisa da seleção brasileira em símbolo global, alimentado por nostalgia dos anos 1990, cultura pop e a própria visibilidade internacional do país, fazendo com que uniformes esportivos se tornassem peças centrais no streetwear.
Historicamente, usar camisa de time fora do jogo nem sempre foi visto com bons olhos no Brasil, e chegou a carregar um estigma social, associado, como dizia a reportagem, à expressão “coisa de pobre”.

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