A chegada do fenômeno El Niño no segundo semestre pode elevar a circulação de arboviroses, como dengue, zika e chikungunya, por causa das mudanças no padrão de chuva e temperatura.
A combinação de mais calor em algumas regiões, e períodos de seca em outras, pode estimular o armazenamento de água e a formação de criadouros de mosquitos, aumentando o risco de transmissão.
Por isso, autoridades reforçam a necessidade de intensificar ações de vigilância, controle vetorial e mobilização social, conforme informação divulgada pelo Ministério da Saúde.
Projeção e dados sobre o risco de dengue
Segundo projeções desenvolvidas pelo InfoDengue/Fiocruz, o país poderá registrar cerca de 1,7 milhão de novos casos de dengue no próximo ano, o que eleva a urgência na preparação dos serviços de saúde e nas ações de campo.
Recomendações do Ministério da Saúde
Em comunicado, o Ministério da Saúde orienta medidas imediatas para estados e municípios, enfatizando vigilância e controle nos primeiros sinais de transmissão. A própria pasta afirma, “Diante desse cenário, o Ministério da Saúde recomenda que estados e municípios intensifiquem as ações de vigilância e controle, com a realização de bloqueios de transmissão nos primeiros casos identificados, reorganização das atividades dos Agentes de Combate às Endemias e adoção das tecnologias de controle vetorial preconizadas pela pasta”, diz o comunicado.
O que a população pode fazer
A colaboração da população é fundamental para reduzir a circulação do mosquito. É possível, em nível individual, eliminar possíveis criadouros do mosquito em suas residências; ficar atentos aos sinais e sintomas das arboviroses; e procurar atendimento de saúde ao surgimento dos primeiros sintomas.
Impacto e preparação local
Governos locais devem reorganizar equipes, garantir estoque de insumos e intensificar bloqueios nos focos identificados, enquanto a população deve manter cuidados contínuos. O foco é reduzir a transmissão rapidamente, evitando sobrecarga dos serviços de saúde.

Deixe um comentário