Vendaval em Ribeirão Preto provoca desabamentos, queda de árvores, interrupção de serviços essenciais e ameaça atendimento em unidades de saúde, com chuva concentrada e impacto no trânsito
Um vendaval atingiu a madrugada em Ribeirão Preto e provocou destelhamento de imóveis, queda de árvores e bloqueios em vias importantes.
Semáforos ficaram inoperantes em grande parte da cidade, partes da rede elétrica foram afetadas e sistemas de telefonia móvel apresentaram instabilidade.
No balanço preliminar, equipes de emergência receberam centenas de chamados e unidades de saúde precisaram adotar medidas de contingência, conforme informações divulgadas pela Prefeitura de Ribeirão Preto e pelo Corpo de Bombeiros.
Impacto sobre hospitais e atendimento
No Hospital Santa Lydia, uma árvore caiu e bloqueou a rua de acesso à unidade hospitalar, que também foi invadido pela enxurrada, e o local está operando com gerador de energia elétrica.
A unidade de emergência do HC (Hospital das Clínicas), vinculado à FMRP (Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto), da USP (Universidade de São Paulo), sofreu interdição temporária para o recebimento de pacientes após ser “fortemente atingida” pelo vendaval, segundo a prefeitura.
Por causa dos estragos, o recebimento de pacientes em ao menos uma unidade de emergência foi paralisado na manhã desta sexta, enquanto outras unidades mantêm atendimento em regime de contingência.
Dados meteorológicos e volume de chamados
A tempestade teve início por volta das 5h30, e a tempestade com ventos de pelo menos 70 km/h, registrados na estação do aeroporto Leite Lopes, deixou a cidade em alerta.
Até as 7h, o Corpo de Bombeiros já tinha recebido 130 chamados, a maioria relacionada à queda de árvores e galhos pelas vias da cidade, sem registro, até o momento, de feridos.
Num intervalo de somente 20 minutos, foram registrados 24 mm de chuva, volume classificado pela Defesa Civil de Ribeirão como muito forte, e, segundo a prefeitura, até a madrugada desta sexta, a cidade tinha registrado somente 1 mm de precipitação pluviométrica em julho.
Trânsito, vias e infraestrutura afetados
Vias centrais tiveram bloqueios, entre elas a Nove de Julho, a Dom Pedro e a Francisco Junqueira, gerando caos no trânsito e dificuldade de deslocamento nas regiões mais afetadas.
Semáforos ficaram inoperantes na maior parte da cidade, e quedas de galhos causaram falta de energia em alguns bairros, o que exigiu atuação emergencial das equipes de manutenção.
Na avenida Antônio e Helena Zerrener, a estrutura de um centro de treinamento desabou, e na avenida Caramuru, a fachada de um estabelecimento comercial desabou, elevando a necessidade de limpeza e retirada de escombros.
Escolas, serviços e resposta das equipes
Sem condições de funcionar devido a estragos, ao menos três escolas municipais suspenderam as aulas nesta sexta, Professor Salvador Marturano (Parque Ribeirão Preto), Professor Alfeu Luiz Gasparini (Angerami) e Professora Maria Ignêz Lopes Rossi (Jardim Manoel Penna).
A Estre Ambiental informou que, em decorrência do temporal, as coletas de resíduos domiciliares e seletiva sofrerão atrasos pontuais nesta sexta-feira, pela dificuldade de deslocamento de equipes e dos caminhões da operação pelas vias da cidade.
Equipes da Defesa Civil, da GCM, da RP Mobi, do Corpo de Bombeiros e de secretarias municipais atuam nas ruas para desobstruir vias e restabelecer serviços essenciais, prioritariamente em acessos a hospitais e pontos com queda de energia.

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