Estudo global com 600 executivos revela que apenas 7% das empresas estão prontas para IA, 88% testam agentes de IA e 95% apontam desafios de dados que freiam projetos

A transformação pela inteligência artificial avança na prática, mas bate em limites estruturais nas empresas, com governança de dados, rastreabilidade e controle operacional ainda insuficientes.

O contraste entre a percepção da alta liderança e das equipes técnicas agrava o problema, gerando gaps em inventário de IA e na responsabilidade pela agenda de dados.

O resultado é que muitas iniciativas de IA seguem em piloto ou com riscos descobertos, reduzindo ganhos potenciais e expondo organizações a falhas operacionais e de compliance.

conforme informação divulgada pela Veeam Software

Adesão alta, prontidão baixa

Segundo o estudo, 88% das organizações usam ou testam agentes de IA, mas apenas 7% se qualificam como prontas para a tecnologia. A pesquisa foi realizada entre 16 de março e 6 de abril de 2026, com 600 executivos C-level dos setores de serviços financeiros, saúde, indústria, varejo e tecnologia, na América do Norte, Europa e Ásia-Pacífico.

Gaps entre CEOs e equipes técnicas

O levantamento mostra divergência de percepção, com 65% dos CEOs dizem ter inventário completo de IA, ante 48% dos líderes técnicos. Ainda, 52% dos CEOs afirmam liderar a agenda de dados, número que cai para 41% entre CISOs e 38% entre CIOs. Essa desconexão dificulta decisões claras sobre investimentos e controles.

Riscos operacionais e falta de rastreabilidade

A capacidade de detectar e mitigar problemas é limitada, apenas 28% dos executivos dizem ter confiança para detectar sistemas de IA operando fora dos parâmetros aprovados. Entre quem usa IA, apenas 40% dos líderes afirmam ter alta confiança na capacidade de isolar e reverter com precisão uma falha de IA agêntica.

Além disso, poucas empresas conseguem mapear ações da IA rapidamente, 29% identificam em poucos minutos quais sistemas a IA acessou, 25% quais ações executou, 24% quais decisões influenciou e 22% quais dados utilizou. Esses números mostram riscos reais à operação e à governança.

Shadow AI, regulação e alternativas

O fenômeno do uso não autorizado de IA é disseminado, 95% das organizações relatam uso não autorizado de IA por funcionários (shadow AI) e 93% consideram isso um risco significativo, mas apenas 25% oferecem alternativas aprovadas. Essa lacuna cria vetores de vazamento de dados e falhas de conformidade.

Na pauta externa, 61% das organizações dizem que o AI Act da União Europeia influenciou suas estratégias de investimento em IA nos últimos 12 meses, o que reforça a necessidade de governança robusta e de alternativas corporativas para reduzir o uso de ferramentas não aprovadas.

O que fazer agora

Para reduzir o gap e tornar empresas mais prontas para IA, o estudo indica foco em inventário de ativos de IA, controles técnicos para rastreabilidade, políticas para lidar com shadow AI e clareza sobre papéis de CEO, CISO e CIO em governança de dados.

Além disso, é fundamental medir o impacto financeiro potencial, pois 48% dos CEOs acreditam que dados confiáveis e seguros poderiam gerar crescimento de receita superior a 25%, tornando a governança um motor de vantagem competitiva quando bem implementada.


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