A Inter Asset deu mais um passo na consolidação de fundos imobiliários, com decisões que alteram o mapa de cotistas e ativos administrados pelo grupo.

Duas das sociedades aceitaram a proposta de reorganização, com liquidação e transferência de carteiras para o fundo consolidador Inter Hedge.

Os resultados revelam que nem todos os investidores concordaram com a estratégia, mantendo ao mesmo tempo posições independentes, conforme fato relevante divulgado pela Inter Asset.

Decisão dos cotistas e próximos passos

Os cotistas dos fundos imobiliários ITIP11 (Inter Teva Índice de Papel ) e INRD11 (Inter Residence) aprovaram a liquidação dos veículos como parte da reorganização societária proposta pela Inter Asset. No caso do ITIP11, os cotistas aprovaram integralmente a proposta de dissolução e liquidação do fundo.

Com a aprovação, os ativos da carteira do ITIP11 serão alienados e os recursos obtidos serão destinados à subscrição de cotas do INHF11, emitidas pelo valor patrimonial. Após a conclusão da operação, os investidores do ITIP11 receberão cotas do Inter Hedge, além de eventual saldo em caixa remanescente.

Transferência do INRD11 e valor envolvido

O mesmo caminho será seguido pelo INRD11, cujo processo de reorganização também foi aprovado sem ressalvas pelos cotistas.

Segundo o fato relevante, a carteira do INRD11 será transferida ao INHF11 por R$ 108 milhões, valor que poderá sofrer ajustes até o fechamento da operação. Na etapa final, os investidores também receberão cotas do fundo consolidador e eventual saldo financeiro.

ITIT11 fica fora da operação

O desfecho foi diferente para o ITIT11. Os mais de 8,9 mil cotistas do fundo rejeitaram a proposta de dissolução e liquidação apresentada pela gestora.

Com essa votação, o ITIT11 permanecerá operando normalmente e não participará da reorganização envolvendo o INHF11, mantendo sua estrutura atual e política de gestão.

Objetivo da consolidação e impactos esperados

A Inter Asset justificou a reestruturação como uma forma de formar um veículo de maior escala, com portfólio mais diversificado e maior liquidez, além do potencial para ganhos de eficiência operacional e tributária.

Para os investidores que migrarão ao INHF11, a união das carteiras pode significar acesso a um fundo com maior diversificação e potencial de negociação, enquanto os cotistas que optaram por não integrar a operação mantêm controle sobre sua exposição e estratégia de renda.


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