Financiamento imobiliário no Brasil cresce 23% no primeiro semestre de 2026, com mais de 680 mil imóveis financiados, R$ 180,9 bilhões movimentados, e sugestão de ampliar fontes além da poupança
O crédito para compra de imóveis seguiu aquecido entre janeiro e junho de 2026, com volumes que superaram as projeções do setor.
Mais de 680 mil imóveis foram financiados, e o total desembolsado chegou a R$ 180,9 bilhões, mostrando reação mesmo com juro elevado.
Os números e a avaliação da expectativa para o restante do ano foram divulgados pela Abecip, conforme informação divulgada pela Abecip.
Números do semestre
No primeiro semestre de 2026, o setor registrou um avanço de 23% frente ao mesmo período de 2025, quando foram movimentados R$ 147,1 bilhões.
Segundo os dados, mais de 680 mil imóveis foram financiados no período, e o total de recursos alcançou R$ 180,9 bilhões, impulsionando a demanda por crédito imobiliário.
Origem dos recursos
A maior parcela dos recursos veio do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo, SBPE, que respondeu por R$ 93,7 bilhões em operações, um crescimento de 29% na comparação anual.
As operações com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, FGTS, somaram R$ 77,6 bilhões, alta de 22%. Já as operações com fontes livres totalizaram R$ 9,6 bilhões, retração de 8% frente aos R$ 10,4 bilhões do primeiro semestre de 2025.
O que diz a Abecip
Para o presidente da Abecip, Michel Cury, “o resultado superou as projeções da entidade e demonstra que a demanda por financiamento imobiliário segue aquecida, mesmo diante do cenário de juros elevados.”
Segundo ele, “a manutenção desse crescimento dependerá da ampliação das fontes de financiamento do setor, reduzindo a dependência da poupança e ampliando o uso de instrumentos do mercado de capitais.”
Perspectivas e desafios
Embora os números indiquem forte procura por crédito, a expansão sustentável do setor passa pela diversificação das fontes de financiamento imobiliário, com maior participação do mercado de capitais.
Especialistas e instituições do setor apontam que, sem essa diversificação, o mercado pode ficar vulnerável a choques que afetem poupança e recursos tradicionais, limitando o acesso ao crédito no médio prazo.
Em resumo, o primeiro semestre de 2026 mostra um mercado aquecido e em recuperação, com destaque para SBPE e FGTS, e com o desafio de ampliar instrumentos alternativos para sustentar o crescimento do financiamento imobiliário.

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