O dia promete ser de alta volatilidade para os mercados, com a decisão de política monetária do Federal Reserve no centro das atenções e balanços de grandes empresas tecnológicos repercutindo entre investidores.

Além dos resultados internacionais, o mercado brasileiro acompanha balanços locais, relatório de produção da Petrobras e indicadores que podem influenciar o Ibovespa e o fluxo cambial.

As informações a seguir foram compiladas e divulgadas pelo Bradesco, Agência Brasil, Reuters, O Globo e Estadão Conteúdo.

Decisão do Fed e coletiva do presidente

A expectativa do Bradesco é de manutenção da taxa de juros em 3,75%, e os investidores vão monitorar a coletiva do presidente do Fed, Kevin Warsh, em busca de sinais sobre o rumo da política monetária dos Estados Unidos.

O anúncio do FOMC está marcado para as 15:00, horário de Brasília, e qualquer indicação mais hawkish ou dovish na fala do presidente pode provocar movimentos imediatos em ativos de risco, câmbio e juros globais.

Além da decisão numérica, o mercado buscará pistas sobre a comunicação futura do banco central americano, pois isso pode alterar expectativas sobre cortes ou manutenção das taxas, e, por consequência, influenciar o apetite por ações e commodities.

Balanços de Meta, Microsoft e Santander

Na agenda corporativa internacional, Meta e Microsoft divulgam balanços do segundo trimestre, resultados que costumam balizar o setor de tecnologia global e as ações nas bolsas americanas.

No Brasil, o Santander (SANB11) também publica seus resultados, juntamente com Motiva e Intelbras, e investidores vão avaliar margens, provisões e diretrizes para os próximos trimestres.

Os balanços das gigantes de tecnologia podem renovar ânimo para empresas de crescimento, ou aumentar a cautela, dependendo de receitas, margem e orientação, impactando índices e ETFs que seguem o setor.

Cenário no Brasil, Petrobras e indicadores econômicos

O Ibovespa fechou em alta na sessão anterior, sustentado pela desaceleração mais forte que o esperado do IPCA-15 e pelo reforço nas apostas de novos cortes da taxa básica de juros pelo Banco Central, com o índice subindo 0,7%, a 176.564,75 pontos.

Já a Petrobras informou que elevou a produção de petróleo no Brasil em 15,2% no segundo trimestre em comparação com o mesmo período do ano passado, produzindo 2,69 milhões de barris por dia, versus 2,33 milhões de bpd nos mesmos três meses de 2025, segundo o relatório de produção e vendas da companhia.

Na agenda doméstica, às 08:00 sai a sondagem da indústria de julho, e às 14:30 o fluxo cambial semanal, ambos dados que podem reforçar movimentos locais no mercado de juros e câmbio.

Risco geopolítico e outras notícias que mexem com o mercado

No plano internacional, negociações sobre o Estreito de Ormuz avançam sem previsão de pedágios ou taxas de passagem, segundo autoridade norte-americana, e a imprensa registra tensão entre líderes, com o presidente Donald Trump demonstrando irritação com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu.

Em referência a relatos sobre conversas sobre instalações sensíveis, Trump disse, usando o apelido do primeiro-ministro, “Não preciso que o Bibi me diga isso. O Bibi está me dizendo isso porque quer que eu continue envolvido.”

No campo político-institucional do Brasil, o Tribunal Superior Eleitoral formalizou parcerias com plataformas digitais para combater desinformação, e o governo confirmou a prorrogação do Desenrola 2.0 até o fim da vigência da medida provisória, com a MP válida até 31 de agosto e a prorrogação devendo ser assinada até 31 de julho.

Investidores seguem atentos à combinação entre decisão do Fed, balanços corporativos, indicadores domésticos e riscos geopolíticos, fatores que, juntos, podem alterar a direção de ativos de risco e a percepção sobre juros e câmbio nas próximas sessões.


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