Nova regra da Caixa aceita relatórios de repasse das plataformas como comprovante de renda, ampliando o acesso ao financiamento da casa própria para motoristas e entregadores
Motoristas e entregadores de aplicativos têm agora uma alternativa para comprovar renda ao pedir crédito imobiliário, com documentos emitidos pelas próprias plataformas.
A mudança deve facilitar o caminho até a aquisição do imóvel para trabalhadores autônomos que não têm holerite ou vínculo formal de emprego.
Conforme informação divulgada por Flávia Consoli, a novidade pode incluir milhares de prestadores de serviço no mercado de crédito habitacional.
O que muda na prática
Com a nova regra, os relatórios de repasse das plataformas poderão integrar a documentação apresentada ao banco, o que permite que corridas e entregas sejam consideradas como fonte de renda.
A Caixa continuará analisando fatores como renda, capacidade de pagamento, histórico financeiro, valor do imóvel e condições gerais do financiamento, portanto a aceitação do relatório não significa aprovação automática.
A aceitação dos relatórios de repasse não significa aprovação automática do financiamento, mas oferece uma nova forma de demonstrar renda, e cada caso seguirá a avaliação padrão do banco.
Documentos necessários e passos recomendados
A orientação é reunir os relatórios mais recentes, documentos pessoais e extratos bancários e fazer uma simulação antes de escolher o imóvel, assim é possível verificar se a renda declarada pelas plataformas comporta o valor da parcela.
Além do relatório de repasse, bancos podem pedir comprovantes adicionais, como movimentação bancária consistente e histórico financeiro, para calcular a capacidade de pagamento do solicitante.
Impactos no mercado e cuidados para o comprador
A medida também pode movimentar o mercado imobiliário ao incluir um público que cresceu nos últimos anos, mas ainda encontrava obstáculos para acessar o crédito tradicional, ampliando a base de compradores possíveis.
Para quem pretende comprar o primeiro imóvel, o cuidado é não considerar apenas o valor da prestação, também é preciso calcular entrada, documentação, condomínio, impostos e os demais gastos da nova moradia, para evitar apertos financeiros pós-compra.
Segundo a reportagem, a mudança aproxima trabalhadores autônomos da possibilidade de financiar a casa própria e transforma corridas e entregas em um caminho possível até a chave da nova casa.

Deixe um comentário