TRE-RJ detalha medidas para 2026, com identificação por CPF, tela que mostra etapas da votação e ampliação do acesso de entidades para reforçar a transparência das urnas

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro anunciou mudanças na urna eletrônica que serão adotadas no pleito de 2026, com foco em facilitar a compreensão do eleitor e ampliar a fiscalização.

Entre as novidades estão a identificação do eleitor pelo CPF e uma tela que exibirá, de forma mais clara, em que etapa da votação o eleitor se encontra e o caminho até a confirmação do voto.

As alterações foram apresentadas durante uma demonstração inédita da estrutura interna da urna, com explicações sobre segurança, testes e auditorias, conforme informação divulgada pelo TRE-RJ.

O que muda na urna eletrônica

A principal mudança anunciada é a identificação do eleitor pelo CPF, substituindo ou complementando os métodos atuais, com o objetivo de tornar mais transparente quem está votando e em que momento do processo ele se encontra.

A tela da urna passará a indicar de forma mais clara as etapas da votação e o caminho até a confirmação do voto, para reduzir dúvidas do eleitor sobre o procedimento e sobre a integridade do voto.

Segurança, auditorias e explicações técnicas

Na apresentação técnica, o secretário de Tecnologia da Informação do TRE-RJ, Michel Kovacs, mostrou os componentes internos da urna e detalhou camadas de segurança como assinaturas digitais, criptografia e testes públicos de segurança.

Segundo Kovacs, as auditorias são realizadas antes, durante e depois das eleições, e o tribunal continuará ampliando o acesso de entidades fiscalizadoras às diferentes etapas do sistema, com o objetivo de aumentar a transparência das urnas.

O presidente do TRE-RJ, desembargador Cláudio de Mello Tavares, afirmou que a Justiça Eleitoral está “cada vez mais aberta às entidades fiscalizadoras” e rebateu boatos sobre uma suposta sala secreta de apuração, dizendo, “Não existe essa tal sala secreta”.

Debate sobre voto impresso

Em meio à retomada de questionamentos sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas, Kovacs comentou o impacto de uma eventual adoção do voto impresso no sistema de votação.

Ele afirmou que o voto impresso poderia reabrir problemas que, segundo ele, foram resolvidos com a informatização, citando que a urna eletrônica “veio justamente para diminuir esse tipo de problema”.

Kovacs também destacou riscos práticos, como a substituição de cédulas, adulteração de votos durante a apuração e desafios de armazenamento dos comprovantes físicos, além de possíveis impasses em eleições decididas por margens muito pequenas, exemplificando, “Imagine uma diferença de 0,2%. Será que as pessoas aceitariam o resultado ou pediriam uma recontagem?”

Transparência das urnas e resposta à desinformação

A iniciativa de mostrar a estrutura interna da urna para jornalistas e representantes de entidades fiscalizadoras ocorreu durante a Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação, organizada pelo Tribunal Superior Eleitoral, e teve como objetivo explicar os mecanismos de segurança e auditoria.

O TRE-RJ garantiu que continuará ampliando o acesso de entidades fiscalizadoras às etapas do processo eleitoral, como forma de reforçar a transparência das urnas e reduzir espaço para alegações sem fundamento.

O debate sobre o voto impresso voltou à agenda após declarações de representantes políticos, mas a Corte Eleitoral defende que as mudanças anunciadas e a ampliação da fiscalização contribuem para a confiança no sistema eletrônico.


Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *