Preço dos imóveis em Salvador acumulou alta de 24,29% em 12 meses até junho, com oferta limitada, demanda aquecida e recuperação da renda impulsionando os valores na capital baiana
Os preços dos imóveis residenciais em Salvador continuam em forte valorização, com aumento sustentado nos últimos meses.
A alta reflete oferta restrita, procura aquecida e recuperação da renda das famílias, mais do que apenas o custo da construção.
Os dados combinam informações sobre preços, metros quadrados anunciados e volume de vendas, conforme informação divulgada pela Abecip em parceria com o FGV Ibre, pelo Índice FipeZap e pela Ademi-BA.
Alta anual, desempenho mensal e comparação com a média nacional
Segundo a Abecip em parceria com o FGV Ibre, o índice IGMI-R aponta que os preços subiram 24,29% nos últimos 12 meses até junho, valor ligeiramente inferior aos 24,62% registrados em maio.
No mesmo período, a média nacional ficou em 17,49%, o que coloca Salvador bem acima do desempenho do mercado brasileiro.
No acumulado do primeiro semestre os imóveis em Salvador registraram valorização de 6,73%, ante 4,99% da média brasileira, e em junho a alta mensal foi de 0,97%, mais que o dobro da variação do país, de 0,38%.
Bairros que puxaram a valorização e preço por metro quadrado
Levantamento do Índice FipeZap indica que o preço médio do metro quadrado anunciado em Salvador chegou a R$ 8.570.
Entre os bairros monitorados, Brotas apresentou a maior valorização em 12 meses, com alta de 23,4%, seguido por Ondina com 15,4%, Graça com 15,2% e Barra com 14,1%.
A Barra segue com o metro quadrado mais caro entre os bairros analisados, estimado em R$ 12.932.
Estoques baixos, vendas e perfil das unidades comercializadas
Dados da Ademi-BA mostram que Salvador encerrou maio com um estoque de 3.412 imóveis residenciais, o menor dos últimos anos, e comercializou 721 unidades no período.
O número de vendas representa um crescimento de 74% em relação a maio de 2025, e o Valor Geral de Vendas, VGV, atingiu R$ 553 milhões.
A comercialização foi impulsionada por apartamentos compactos, que responderam por 63% das vendas, confirmando mudança na demanda e pressão sobre oferta e preços.
O que muda para compradores e investidores
Com oferta reduzida e demanda elevada, compradores podem enfrentar concorrência maior e preços em aceleração, enquanto investidores veem oportunidades de ganho de capital em bairros em valorização.
Especialistas citam que a recuperação da renda das famílias e o perfil das unidades vendidas, sobretudo apartamentos compactos, ajudam a explicar a dinâmica atual, além da restrição de oferta.
Para quem acompanha o mercado, os números apontam para um ciclo de valorização sustentado, com impacto sobre acessibilidade e decisões de investimento na cidade.

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