A Polícia Federal concluiu mais um inquérito sobre os descontos indevidos no INSS e indiciou seis pessoas por inserção de dados falsos em sistema de informações e organização criminosa.
Entre os indiciados estão nomes de ex-dirigentes da autarquia, em uma etapa que teve foco na atuação da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura, a Contag.
O relatório final da corporação foi encaminhado nesta semana ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça, relator do caso, na última sexta-feira (10), conforme informação divulgada pela Folha.
Quem foram indiciados
Foram indiciados, segundo a investigação, o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto, o ex-procurador-geral da instituição Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho e o ex-diretor de Benefícios André Paulo Félix Fidelis.
Também constam nos indiciamentos Thaisa Daiane, Edjane Rodrigues e Aristides Veras dos Santos. A PF já havia indiciado os três primeiros na conclusão do primeiro inquérito sobre o caso.
Escopo da investigação
Esta etapa da investigação teve como foco a atuação da Contag. A apuração se concentra apenas em descontos realizados pela Conafer e não envolve outros personagens que foram alvo da investigação, como Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e a empresária Roberta Luchsinger.
Em julho, a PF concluiu o primeiro inquérito da Operação Sem Desconto com 48 indiciamentos relacionados ao caso da Conafer (Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais).
Próximos passos e respostas
O relatório agora aguarda os trâmites no STF para definição de eventuais ações judiciais. A Folha entrou em contato com as defesas, mas ainda não obteve retorno.
O caso permanece em desenvolvimento, com a Polícia Federal e o Supremo Tribunal Federal acompanhando as etapas seguintes da apuração dos descontos indevidos no INSS.

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